Notícia

24/12/2015 às 10:21

Resolvendo uma antiga questão entre Calvino e Arminio

Por: Suporte

Não pretendo aqui ficar perdendo tempo, tentando provar-lhes a verdade genérica de que Deus é o soberano mundo criado por ele. Isso é desnecessário, pois eu sei que, se você é cristão, já crê nisso. E como é que eu sei disso?

É que eu sei que, se você é cristão, então certamente você ora; e o que sustenta as suas orações é o reconhecimento da soberania de Deus. Pela oração, intercede por certas coisas e agradece por outras. E por que você age assim? Porque reconhece que Deus é o autor e fonte de todo o bem que já tem experimentado na vida, e de todo o bem que espera para o futuro. Esta é a filosofia essencial da oração cristã.

A oração do cristão não é nenhuma tentativa de forçar a mão de Deus, mas um humilde reconhecimento da nossa impotência e dependência. Quando nos colocamos de joelhos, é porque sabemos muito bem que não somos nós que controlamos o mundo; não temos, portanto, o poder de satisfazer as nossas necessidades pela nossa própria força; tudo de bom que desejamos para nós mesmos e para os outros deve ser solicitado das mãos de Deus, quando o obtemos, se é que o obtemos, será como um presente das suas mãos. Se isso é verdade até mesmo no que se refere ao nosso pão diário (e a oração do Senhor nos ensina que é), muito mais, no que diz respeito aos bens espirituais. Isso tudo é claro e radiante para nós quando oramos de verdade, não importa o quanto possamos contradizer-nos por argumentos posteriores. Consequentemente, portanto, o que fazemos toda vez que oramos, é confessar a soberania de Deus e a nossa própria impotência.O próprio fato do cristão orar é, assim, prova de que crê, sim, na soberania do seu Deus.

Fonte: (retirado do Livro A Evangelização e a Soberania de Deus 2002 Editora Cultura Cristã. Publicado em 1961 em inglês com o título Evangelism and Sovereign of God de J.I.Packer)

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